Atuação do farmacêutico na prevenção de erros de medicação

23/05/2017

Atuação do farmacêutico na prevenção de erros de medicação
Publicado: 23/05/2017
Atuação do farmacêutico na prevenção de erros de medicação

O profissional farmacêutico que atua em farmácias e drogarias por longos anos certamente poderá ser apresentado milhares de erros de medicação. Trata-se de uma situação preocupante, que mostra a importância da implementação de programas de prevenção destes erros no dia a dia do farmacêutico, evitando-se riscos aos pacientes e internações desnecessárias, bem como aumento de gastos para a saúde pública.

Os erros relacionados à medicação podem ocorrer em todo o processo de uso do medicamento (prescrição, avaliação do receituário, dispensação, administração e monitorização), sendo mais comuns no ato da prescrição e da administração, não possuindo uma causa única, mas resultando de um alinhamento de vários fatores (humanos e do sistema). Os erros em medicação muitas vezes estão relacionados a orientações insuficientes ou inexistentes, semelhanças ou ambiguidade nos nomes dos produtos, abreviações médicas, receitas ilegíveis, procedimentos e técnicas inadequadas ou incorretas de uso/administração bem como ao uso indevido do medicamento pelo paciente pela pouca compreensão quanto ao seu uso adequado.

Ao se deparar com um erro de medicação, cabe ao profissional farmacêutico realizar alguns questionamentos: O que ocorreu? Como ocorreu este erro? O que fazer para evitar novos erros? Além disso, é de extrema importância notificar estes erros às autoridades competentes, conforme as políticas de farmacovigilância, pois somente com o conhecimento e ampla divulgação destes erros que podemos implementar mudanças nas rotinas de forma a evitar que os mesmos problemas voltem a ocorrer no futuro.

Alguns elementos devem ser observados para a implementação do uso seguro de medicamentos: obter informações corretas sobre os pacientes e dados sobre medicamentos novos e que já estão sendo utilizados (o que evita interações medicamentosas, por exemplo), comunicação e rotulagem adequada (permitindo a identificação correta da prescrição e do medicamento a ser dispensado, bem como a leitura correta do receituário pelos profissionais envolvidos), padronização de rotinas e procedimentos (evitando-se desvios de protocolos já testados e eficazes), analise de fatores ambientais (como estrutura adequada do ambiente de trabalho), formação dos profissionais (buscando educação e treinamentos continuados), orientação adequada ao paciente (promovendo o perfeito entendimento do uso da medicação) e implementação de ferramentas de gestão da qualidade e riscos (com sensibilização da equipe de trabalho, revisão permanente das rotinas etc.).

Desse modo, orientamos os farmacêuticos a atuarem com foco na implementação das atividades clínicas e de ferramentas de acompanhamento farmacoterapêutico e farmacovigilância em seu dia a dia, a fim de evitar ou reduzir erros de medicação, promovendo o uso racional de medicamentos e contribuindo para a qualidade de vida do paciente e recuperação, melhoria ou manutenção de sua saúde.

Fonte:



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